Lembrei-me daquele Nuba que encontrei no Sudão quando lá fui em 1958. Não sei o nome dele porque os nomes são difíceis e foi há muito tempo. A vida parece fácil e é alegre. Há que ir buscar água onde existe, cultivar e criar gado e participar em grandes festas onde os homens lutam violentamente ou com paus ou corpo a corpo...desde há 2.800 anos. Para as festas pintam a cara e cobrem o corpo com óleo ou cinza branca. No fim, o vencedor é carregado em ombros.
Passados anos voltei e já tinha sido proibido andarem nus... já era obrigatório vestir trapos e t-shirts velhas. De príncipes passaram a miseráveis. Mataram milhões de pessoas, de culturas, de estórias de serão, de músicas, de maneiras de pensar e esta Europa que instiga, demite-se até de conhecer o que se passa. Não há notícias, não há história... nada. Deixa-se de existir sem registos, como se existiu sem registos.
Sem comentários:
Enviar um comentário